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Grêmio registra déficit de R$ 80 milhões no primeiro trimestre de 2023

O Grêmio divulgou o balanço orçamentário referente ao primeiro trimestre de 2023, revelando um déficit de R$ 80,1 milhões nas contas. Embora o valor seja semelhante ao prejuízo total do ano anterior, o clube conseguiu reduzir gradualmente o montante negativo a cada mês. Mesmo enfrentando dificuldades financeiras, a diretoria busca manter os pagamentos em dia com os jogadores, embora fornecedores sofram com atrasos. O Grêmio está empenhado em superar os desafios e busca alternativas, como a venda de jogadores e a negociação com investidores, visando melhorar sua situação financeira.

O Grêmio encerrou o primeiro trimestre de 2023 com um déficit de R$ 80,1 milhões, conforme revelado no balanço orçamentário divulgado pelo clube. Esse valor é praticamente equivalente ao prejuízo registrado durante todo o ano de 2022.

Apesar do déficit expressivo, é importante ressaltar que o Grêmio obteve uma diminuição gradual no montante negativo a cada mês. Em janeiro, o déficit foi de R$ 37,1 milhões, reduzindo para R$ 22,7 milhões em fevereiro e chegando a R$ 20,2 milhões em março. No acumulado dos primeiros três meses de 2023, o clube acumulou uma dívida de R$ 80 milhões, marcando o início da gestão da atual diretoria.

O presidente Alberto Guerra reconheceu as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube, mas ressaltou o compromisso de manter os pagamentos em dia com os jogadores. No entanto, ele admitiu que fornecedores têm sofrido com atrasos. Como exemplo das dificuldades de fluxo de caixa, o Grêmio enfrentou um transfer ban por atraso no pagamento ao Cerro Porteño pelo jogador Villasanti, resultando em uma punição da Fifa. No entanto, o clube já reverteu essa situação.

Durante o período analisado, a maior fonte de receita do Grêmio foi o quadro social, que gerou um lucro de R$ 18,6 milhões com os associados. A chegada do jogador Suárez impulsionou esse número, levando o clube a atingir a marca de 100 mil sócios recentemente, após iniciar o ano com cerca de 60 mil.

Outra importante fonte de receita no primeiro trimestre foram as arrecadações com patrocínios e publicidade, totalizando R$ 16,2 milhões. Nesse período, o Grêmio fechou uma parceria com o Esportes da Sorte, que também auxilia nos pagamentos relacionados ao jogador Suárez.

No que diz respeito às despesas, o maior enfoque recaiu sobre o futebol profissional, com gastos de R$ 30 milhões em remuneração e encargos dos atletas e comissão técnica. Os contratos de cessão de imagem totalizaram uma despesa de R$ 17,2 milhões.

O custo total do clube com funcionários, incluindo o futebol, foi de R$ 66,3 milhões. Não houve uma diferença significativa ou redução expressiva nesse tipo de gasto de janeiro a março. As despesas mensais ficaram em torno de R$ 20 milhões.

O Grêmio também divulgou os “custos diretos de futebol”, englobando despesas com negociações de atletas, viagens, estadias, aluguéis, materiais esportivos, ingressos para sócios e outras atividades. No acumulado do trimestre, esses serviços geraram uma despesa de R$ 13,9 milhões.

O balanço do primeiro trimestre evidenciou uma diminuição gradual no déficit. O objetivo do clube é manter essa tendência ao longo do ano, buscando aumentar as receitas e reduzir os gastos no futebol.

Venda de jogadores é essencial

Diante da necessidade de equilibrar as finanças, o Grêmio planeja vender jogadores na próxima janela de transferências. Nomes como Bitello despertam interesse para negociações. Além disso, o clube aguarda o avanço das discussões sobre a criação de uma liga no futebol brasileiro e a comercialização com investidores, visando diversificar suas fontes de receita e melhorar sua situação financeira. O Grêmio está empenhado em superar os desafios e trabalha estrategicamente para garantir um futuro financeiramente saudável para o clube.

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